quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sistema de Gestão do Transporte de Doentes

SGTD
Sistema de Gestão Transporte Doentes



Após a sua apresentação no dia 16 de Abril de 2010, no Auditório do Centro de Saúde de Sete Rios, no Largo Professor Arnaldo Sampaio em Lisboa, o Sistema de Gestão do Transporte de Doentes cedo se verificou que não tinha condições para a sua aplicabilidade para a região de Lisboa e Val do Tejo, embora com o objectivo de prestar um melhor serviço público a Administração Regional de Saúde não conseguiu disponibilizar os meios para colocar no terreno a sua proposta.
A intenção de automatizar a gestão e monitorizar todo o processo de transportes, que poderia vir a permitir a redução do período necessário ao processamento administrativo e contabilístico da facturação, traduzindo-se numa redução ao prazo médio de pagamento, ficou pelo caminho, embora noutras regiões do país já funcione.
A proposta não passou da mesa da primeira e única reunião geral com as entidades transportadoras, no entanto deixou outras indicações que não ficando legisladas ou regulamentadas, traduzem na actualidade uma grande dor de cabeça para as Instituições, nomeadamente o suporte dos encargos com os custos dos transportes aos acompanhantes, embora justificada pelo médico em função da gravidade da situação clínica, passará a ser facturado à ARS o mesmo valor do considerado para o transporte do 2º doente ou seja 20% do valor (Ler Despacho nº 7861/2011, Artgº 15 - Ponto 10 e 11).

Abril 2010 a Junho 2011, muito do panorama previsto para a entrada em vigor do Sistema de Gestão do Transporte de Doentes na região de Lisboa e Val do Tejo, foi alterado ou simplesmente entrou em espera, o que não durou muito foi a implementação da Circular Despacho nº 7861/2011, no que se refere ao Artigo 15º "Responsabilidade dos encargos com transporte", tendo a Administração da ARSLVT agora retirado às Associações o que se previa ser um começo oportuno para um justo funcionamento dos transportes de doentes, simplesmente através da melhor forma, não houve acordo escrito para ninguém, logo o que se praticou esteve fora da lei, será! AF

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Homenagem ao Voluntario

Comemorar o Ano Europeu do Voluntariado junto de voluntários, foi sentir a alma da sociadade activa.

No dia 29 de Maio, a Associação Dramática e Recreativa das Carreiras recebeu os representantes da Associação de Dadores de Sangue de Torres Vedras, da UASO e da promotora da iniciativa a A.S.F Carvoeira, que em conjunto quiseram prestar uma homenagem a todos os voluntários.  Todas estas instituições têm uma característica comum, um projecto voluntário, sólido, que afirma o trabalho voluntário como a realização pessoal do indivíduo e, sobretudo, a realização daquele que necessita do apoio do voluntário.
Ser voluntário é ser agente de mudança, na construção deste mundo que se acredita pode ser melhor, é darmo-nos sem pedir nada em troca e, sobretudo, colocar as necessidades dos outros à frente das nossas próprias necessidades.
Esta iniciativa contou com a fabulosa prestação do grupo cénico da ADRC na Revista à Portuguesa "Agora é que são Elas !!", também eles voluntários.

sábado, 14 de maio de 2011

Transporte de doentes: acordo assinado

Ministério da Saúde e a Liga dos Bombeiros Portugueses assinaram documento esta quarta-feira 11 de Maio 2011.

O Ministério da Saúde e a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) assinaram esta quarta-feira o acordo relativo ao regulamento do transporte de doentes não urgentes, que garante transporte gratuito a doentes apenas com prescrição médica.

Os serviços públicos de saúde vão ser obrigados a ter uma plataforma electrónica para prescrever e validar o transporte de doentes não urgentes, que terá em breve novas regras que permitirão poupar cerca de 25% dos custos, escreve a Lusa.

Para ter acesso a transporte pago pelo Estado, é obrigatória justificação clínica, sendo a prescrição da exclusiva competência do médico, que tem de a registar na plataforma electrónica. O Ministério da Saúde criou uma listagem de patologias em que o transporte fica sempre assegurado de forma gratuita, que incluem doenças do foro oncológico, perturbações visuais graves, transplantados, insuficientes renais crónicos, grandes acamados ou mulheres com gravidez de risco.

Se o doente não tiver nenhuma das situações que constam na lista, que será revista de dois em dois anos, aplicar-se-á a chamada prova de insuficiência económica, que será calculada com base no rendimento per capita do agregado familiar a dividir pelo número de pessoas do agregado. Se o valor apurado for inferior ao IAS - Indexante de Apoios Sociais (419,22 euros) o transporte será gratuito. Se for acima, o doente terá de pagar do seu bolso.
A prova da condição de recursos será feita anualmente com base na declaração de rendimentos do IRS pelos centros de saúde.

Situações clínicas em que o transporte é gratuito :
- Sequelas motoras de doenças vasculares
- Transplantados quando houver indicação expressa do serviço hospitalar responsável pela transplantação
- Insuficiência cardíaca e respiratória grave
- Perturbações visuais graves
- Doença do foro ortopédico
- Doença neuromuscular de origem genética ou adquirida
- Patologia do foro psiquiátrico
- Doenças do foro oncológico
- Queimaduras
- Insuficientes renais crónicos
- Grandes acamados
- Doentes com imunodepressão em fase de risco para o próprio
- Mulheres com gravidez de risco
- Doentes portadores de doença infecto-contagiosa que implique risco para a saúde pública.

O doente tem direito a acompanhante sempre que o médico justifique a sua necessidade nas seguintes situações:
- Necessidade de acompanhamento permanente de terceira pessoa
- Idade inferior a 18 anos
- Debilidade mental.
- Problemas cognitivos
- Surdez
- Défice de visão significativo
- Incapacidade funcional marcada


quarta-feira, 11 de maio de 2011

2011 Ano Europeu do Voluntariado

O Conselho da União Europeia instituiu 2011 como o Ano Europeu das Actividades de Voluntariado que Promovam uma Cidadania Activa (AEV-2011) através da decisão nº 2010/17/CE, de 27 de Novembro de 2009.

Para a concretização do AEV-2011 decidiu o nosso Conselho de Ministros constituir uma Comissão Nacional de Acompanhamento do AEV 2011, da qual fazem parte 46 entidades, entre as quais a CNIS Confederação Nacional das IPSS.

Segundo o Portal da União Europeia, “O Ano Europeu do Voluntariado é, simultaneamente, uma celebração e um desafio. É uma celebração do compromisso de milhões de voluntários europeus que, nos tempos livres, trabalham de forma gratuita nas suas comunidades, nomeadamente em escolas, hospitais e clubes desportivos ou em actividades de protecção do ambiente, prestação de serviços sociais e apoio às populações de outros países. Os esforços destes voluntários e dos vários milhares de organizações de voluntariado fazem, de muitas formas, uma enorme diferença nas nossas vidas. O mundo estaria bem pior sem voluntários! O AEV é também um desafio para os três quartos da população europeia que não participam em qualquer actividade de voluntariado. Gostaríamos de dizer a estas pessoas que também elas podem marcar a diferença”.

A UASO, no âmbito das suas Associações estimula todas a associarem-se nesta importante iniciativa.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Regulamento de Transporte de Doentes não Urgentes

Comunicado de Imprensa do Ministério da Saúde
PORTAL DA SAÚDE
Transporte de doentes não urgentes

O Ministério da Saúde concluiu a elaboração do Regulamento de Transporte de Doentes não Urgentes. Este documento resulta do trabalho desenvolvido em conjunto, ao longo de vários meses, e clarifica as condições de aplicação do Despacho do Secretário de Estado da Saúde n.º 19264/2010, publicado em 29 de Dezembro de 2010, sobre o mesmo assunto, em execução do regime de acesso a benefícios e apoios sociais definidos pelo Decreto-Lei n.º 70/2010, de 16 de Junho.
No âmbito do processo de elaboração deste regulamento, o Ministério da Saúde ouviu vários outros representantes e intervenientes relacionados com o transporte não urgente de doentes, como a Liga dos Bombeiros Portugueses, a Cruz Vermelha Portuguesa, as Associações de Socorros Mútuos, a União das Mutualidades portuguesas, a APIR - Associação Portuguesa de Insuficientes Renais e a ANTRAL - Associação Nacional dos Tranportadores em Automóveis Ligeiros.
Cabe uma menção particular para a Liga dos Bombeiros Portugueses que participou num grupo de trabalho com o Ministério da Saúde para a questão específica do modelo de regulamentação do transporte de doentes não urgentes. Este diálogo foi determinante para se consensualizar o texto que atinge os objectivos do Ministério da Saúde, que acomoda as preocupações dos bombeiros e que incorpora as questões que permitirão a implementação rápida e transparente do modelo em todo o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Todo este trabalho foi orientado no sentido de responder simultaneamente aos dois propósitos do Ministério da Saúde: continuar a garantir o pagamento do transporte enquanto condição de acesso aos cuidados de saúde dos cidadãos e controlar e conter a despesa com este tipo de transportes.
O actual projecto de regulamento uniformiza as regras aplicáveis em todo o território nacional (continente), colmatando um vazio há muito sentido entre as diferentes regiões.
Qualquer doente tem assegurado o transporte gratuito desde que exista uma justificação clínica para o mesmo. Aqui estão incluídos todos os cidadãos portadores de doença incapacitante ou outra como, por exemplo, os doentes acamados, os insuficientes renais crónicos, os doentes oncológicos, as mulheres com gravidez de risco, os doentes em fisioterapia.
Por outro lado, também os utentes mais desfavorecidos em termos económicos passam a dispor, por via deste regulamento, do acesso aos cuidados de saúde de que necessitam, facultando o Ministério da Saúde gratuitamente o transporte para as deslocações a consultas, tratamentos ou exames médicos.
Ao Ministério da Saúde compete garantir que os cerca de 200 milhões de euros gastos anualmente com o transporte de doentes não urgentes são utilizados da forma eficiente e ao serviço dos doentes e utentes do SNS que dele efectivamente necessitam.
Atendendo a questões suscitadas publicamente relativamente à garantia do acesso no transporte de doentes não urgentes, e tendo em conta que a matéria já foi objecto de análise, entende o Ministério da Saúde que se justifica remeter o texto acordado para a Entidade Reguladora da Saúde para efeitos do previsto no artigo 33.º e 35.º do Decreto-Lei nº 127/2009, de 27 de Maio.

Lisboa, 14 de Abril de 2011 Data de Publicação: 14-04-2011 0:00:00

Proposta de Alteração da Lei nº12/97


Dr. Rui Prudêncio,
Deputado do PS (ao centro)

“O que se espera de um Deputado que representa uma Região!”, tema que saiu na Newslleter nº2 de Janeiro, dirigido em especial ao Deputado Dr. Rui Prudêncio, que representou o Presidente do Grupo de Trabalho da Comissão de Saúde da Assembleia da República, durante a apresentação oficial da UASO na CAERO em Torres Vedras, e que manifestou o seu empenho e disponibilidade para em sede própria defender os interesses de todas as Instituições.

Cumpriu a promessa, ao apresentar uma proposta de alteração á Lei que regula os transportes de doentes, tendo dado entrada como Projecto de Lei 581/XI, no dia 25 de Março 2011, baixando à comissão distribuição inicial generalizada no dia 31 de Março.

Precisamente no dia em que foi constituída a Associação Nacional de Transporte em Ambulância, foi dada a conhecer a todos os participantes pelo Presidente da Direcção da UASO após a abertura dos trabalhos, o que motivou momentos de contentamento, mais um passo tinha sido dado e este não deixou ser o mais importante.

Foi esta a melhor resposta para uma questão que se impunha.

Conheça na integra os documentos e Propostas que estão disponíveis no site da Assembleia da República:

Projecto de Lei 581/XI , Altera a Lei n.º 12/97, de 21 de Maio (Primeira alteração à Lei n.º 12/97, de 21 de Maio "Regula a actividade de transporte de doentes por corpos de bombeiros e cruz vermelha portuguesa) [formato PDF]


Comissão de Saúde - Comissão competente ,   Reapreciação do despacho de baixa pelo PAR

Publicação no Diário da Republica , [DAR II série A Nº.116/XI/2 2011.03.30 (pág. 19-20)]

domingo, 17 de abril de 2011

Associação Nacional finalmente constituida

Região histórica promove mais um capítulo.
Pontével recebe o 2º Encontro Nacional de Instituições promotoras do Transporte de Doentes, sem fins lucrativos.

O auditório da Sociedade Filarmónica
Incrível Pontevelense, foi o palco da
aprovação da recente Associação
Nacional de Transporte Ambulância.
Sob o tema “Transporte de Doentes – Que caminho para o futuro?”, a Associação Humanitária da Freguesia de Pontével, foi a anfitriã do 2.º Encontro Nacional de Instituições sem fins lucrativos, promotoras do serviço de transporte de doentes.

Situada no Concelho do Cartaxo, a freguesia de Pontével de fundação muito antiga, anterior á da nacionalidade, começa a constar na documentação régia logo a partir de Dom Afonso Henriques, mas, sobretudo, de Dom Sancho I, que lhe concede o primeiro foral (1194), a sua história está repleta de momentos de registo, ponto de passagem obrigatório dos mais altos nobres da Corte, levou pelos seus acontecimentos a ser referida pelo Professor José Hermano Saraiva como “a vila que já foi Capital Política do País”.

No seu discurso de abertura, o Presidente da Direcção da Associação Humanitária da Freguesia de Pontével, Elias Rodrigues, após as boas vindas aos participantes e convidados, fez uma breve apresentação da Instituição e da região, salientou a importância deste encontro no contexto actual da situação vivida em Portugal pelas Associações que efectuam transporte de doentes.

O encontro contou com a participação de Associações de vários pontos do País, nomeadamente do Algarve, Alentejo, Porto, Caldas da Rainha, Batalha, Lisboa, Tomar, assim como da UASO – União das Associações de Socorros do Oeste, que representa catorze Instituições. Participaram como convidados, o Vereador da Câmara Municipal do Cartaxo, o Presidente da Junta de Freguesia de Pontével, o Comandante dos Bombeiros do Cartaxo e o Presidente da Casa do Povo de Pontével.

Na sua intervenção, o Presidente da UASO referiu que o momento actual era muito importante para se atingir objectivos concretos quanto ao futuro da actividade das Associações, realçou os passos dados pela UASO e os pontos já atingidos, como as reuniões com o Ministério da Saúde e a intervenção junto das Instituições directamente ligadas ao sector da saúde (INEM, ANPC), reforçou a vital importância na constituição da Associação Nacional, objectivo que seria alcançado após o almoço, onde por votação se chegou a um consenso na aprovação dos Estatutos, assim como da designação ou nome do recente movimento associativo, que será ANTRA – Associação Nacional de Transportes em Ambulância Sem fins lucrativos.

Os trabalhos terminaram com a indicação dos elementos da Comissão Instaladora, são eles: o Presidente da Direcção da UASO, o Presidente da Direcção da Associação de Socorro de S. Jorge e o Presidente da Direcção da Associação Humanitária da Freguesia de Pontével.